segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Fim da viagem

A minha viagem de três meses pela Califórnia chegou ao fim. Voltei para o Brasil semana passada, e ainda estou me adaptando à essa diferença de horário - e de clima. 
Ainda é cedo pra dizer sobre todas as mudanças que aconteceram em minha vida; com o tempo será mais fácil fazer essa avaliação. Passei uma semana realmente diferente na Sweetwater. Sobrevivi à falta de internet e de café com facilidade. O trabalho era muito tranquilo e sobrava muito tempo para apreciar a paisagem e ter longas conversas com o Charlie. Um cara que tem como religião o 'Amor', acha que  Jesus é um mito, e me garantiu que o segundo maior medo da humanidade, depois da morte, é a 'mudança'. É interessante como o encontro com essas pessoas faz a gente parar pra pensar na vida, e que a vida pode ser mais simples do que se pensa.
Trouxe comigo minha bike, mas tive que pagar 200 dólares de taxa, pois a caixa ultrapassou as dimensões permitidas pela United Airlines. Detalhe: A United permite transportar bicicleta, substituindo uma das bagagens, mas a caixa deve ter a seguinte dimensão: 158 cm somando altura, largura e comprimento, e 23 kg. Mas isso é praticamente impossível! Retirei as 2 rodas e prendi o guidão no quadro e mesmo assim a caixa teve uns 190 cm. Pra quem quer viajar de avião levando sua bike: cada empresa aérea tem sua própria regra, então é melhor pesquisar antes, pra não ter surpresa na hora de embarcar.

Pra quem quiser mais informação sobre o WWOOF-USA ou sobre as fazendas por onde passei, podem me enviar um email. Ajudo no que eu puder.
Viajar e conhecer outras culturas é sempre muito bom, e acho que ajuda a compreender a nossa própria cultura. É só ter um pouquinho de coragem e acreditar que vai dar certo. No final sempre dá.
Até a próxima aventura!
Kelly e Eric, super me ajudaram a embalar e bike

Caixa pronta


A bike

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Sweetwater

Se na fazenda Merlin's Perch já era lindo de morrer, na Sweetwater é ainda mais! A fazenda está localizada a 1000 metros de altitude, no meio das montanhas do Big Sur. O mar está há alguns km de distância, e essa mistura 'mar + montanha' é um dos cenários mais bonitos que já vi na vida. 
Charlie mora aqui sozinho numa casa de madeira que ele mesmo construiu. Ele tem somente 6 cabras, e a produção de queijo é realmente pequena. Ele produz 6 tipos diferentes de queijo, entre frescos e maturados, todos feitos com leite cru. O seu queijo mais caro pode custar 40 dólares a libra (453 g), o que dá em torno de 200 reais o kilo! Como a produção é pequena, ele vende somente sob encomenda para restaurante 5 estrelas aqui de Carmel. 
 Por aqui já havia 2 wwofers quando cheguei: Erin, que está aqui há uns 2 anos entende tudo de cabra e de queijo; e Emily, que trancou a faculdade na Carolina do Norte, vendeu o carro, e veio se esconder no meio das montanhas do Big Sur. Esta fazenda é o paraíso na terra, maaaas será uma semana de resistência: aqui não tem inernet nem café! Mas pra compensar, tem uma horta com todo o tipo de vegetais, tudo fresquinho e orgânico, somente para uso nosso. Os wwofers dormem em yurts que ficam espalhados pela propriedade (3 no total) e é a coisa mais bonitinha do mundo. Como vou ficar pouco tempo, o Charlie disse que eu podia almoçar e jantar com ele. O café da manhã eu tomo na 'minha casa', mas normalmente cada um prepara sua própria comida em seu yurt e as vezes comemos todos juntos aqui na casa de madeira.

Casa do Charlie

Ahhh essa vistaaa!


Essa é a sala de banho!

"Meu" yurt


Foto à la "Alberto Caeiro"

Uma das cabrinhas 

Charlie medindo o pH do seu queijo

Tem gnomos espalhados por toda a propriedade. As vezes me pergunto se o Charlie mesmo não é um =)

'Crottin', um dos queijos frescos


Transição

Aqui na região de Carmel existem muitas fazendas orgânicas. Dia desses fomos visitar o Charlie, um amigo do Lloyd que produz queijo de leite de cabra, mel e olivas. A fazenda dele (Sweetwater Farm) fica há uns 10 km daqui, e é um lugar extremamente belo. Eu tenho um especial interesse em produção de queijo feito com leite cru, então no dia da visita comentei com o Lloyd que seria legal to wwoof numa fazenda de queijo. O Charlie prefere wwofers que fiquem por pelo menos alguns meses, mas acho que ele foi com a minha cara e quando o Lloyd falou do meu interesse ele disse que eu podia passar minha última semana lá. Meu último dia na  Merlin's Perch foi dia 31-01. As três amigas americanas já tinham partido, e o casal de NY juntamente com o francês foram fazer um estágio de jardinagem, numa cidade perto de Carmel.. 
Eu e Daniel aproveitamos uma carona do Lloyd até cidade de Monterey para dar uma volta de bicicleta. A noite Charlie estaria me esperando em Pacific Grove para me levar pra sua fazenda. Pacific Grove fica há uns 4 km de Monterey. Fizemos todo o trajeto pela costa, até Pacific Grove e andamos um pouco pela cidade. Tudo muito lindo. Segui para Sweetwater com o Charlie com uma dorzinha no coração, pois minha passagem pela Merlin's Perch foi especial. Conheci muita gente bacana, trabalhei em diversos projetos e conheci muito lugar legal. Essa é a parte ruim dessa experiência: a partida. Mas espero reencontrar todo mundo um dia, nesse mundão afora.
No dia da visita à Sweetwater

A horta orgânica

Passeio de bike com o Daniel

Monterey

Monterey

domingo, 26 de janeiro de 2014

Merlin's Perch

Há quase três semanas em Carmel, e agora somos 8 wwoofers: 5 americanos, eu, um sueco e um francês.
Além do trabalho na plantação no alto da montanha, cuidamos também dos jardins e outras plantas espalhadas pelo imenso terreno onde fica a casa.
A região aqui é muito linda. O casal de NY tem carro, então com uma forcinha, a gente coloca todo mundo pra dentro e nos dias de folga saímos pra conhecer o lugar.
Algumas fotos dos últimos dias :)

o pôr do sol aqui é de matar!!

café da manhã com um toque viçosense :)

Carmel

parte da tropa

Livia & Olivia

Dana

Olívia

Eu, Daniel, Lloyd, Kelly e Olivia
Eric e seu banjo

Daniel


Lloyd preparando Kombucha: uma bebida probiótica fermentada a partir de chá preto.. delícia
Pierre: chegou até aqui de carona :)


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Chegada a Merlin's Perch

Decidi escolher minha última fazenda num lugar bem legal. Pesquisei bastante no site do WWOOF-USA, li os comentários das pessoas sobre cada fazenda e olhei as fotos. Não podia ter feito escolha melhor: Uma fazenda pequenina, situada nas montanhas da cidade de Carmel. Carmel está situada ao sul de São Francisco, num local conhecido como "Big Sur area". Merlin's Perch é o nome do lugar, e aqui se cultivam olivas, laranja, limão, abacate e maçãs. A casa é uma graça, toda de madeira, construída pelo próprio Lloyd, o dono do local. Ele vive sozinho aqui, mas a casa está sempre cheia de gente. Já havia 3 americanas aqui, eu cheguei no dia 07 de janeiro, e 2 dias depois, um casal de NY. Semana que vem um sueco chega pra completar o grupo. O local da plantação, situado nas montanhas, dá vista para o mar.
O ambiente aqui é muito interessante. Esse é um ótimo lugar para encontrar pessoas, pois sempre tem gente diferente por aqui. Sem contar que é lindo, e dá pra fazer vários passeios legais.
Pelas fotos dá pra ver que não estou exagerando :)







vista do jardim da casa


com o Lloyd
depois de uma manhã de trabalho, passeio na praia









a caminho da plantação...



uma manhã de trabalho. repara na vista..... :)  :)





Farmers' Market

O pessoal da Pasture 42 participa de 2 feiras: Sábado em Davis e domingo em São Francisco. Eu e James fomos no domingo, vender ovos caipiras, azeite (ah eles produzem azeite também, mas no tempo que fiquei lá não era época de produção) e sabonete de oliva. Foi uma experiência muito legal! A cara que o povo fazia quando via ovos azuis....coisa de outro mundo. A feira começa as 9 e termina as 14h. No final, quando tava todo mundo já desmontando as barracas, trocamos azeite e ovos por um monte de legumes e verduras. Legal demais!!!




pensa no melhor azeite do mundo?!

chegada a Pasture 42

A minha segunda fazenda está localizada em Guinda, uma cidadezinha perto de Pleasant Grove e de Davis.
Quando falo "fazenda" dá impressão de ser grande, com uma produção enorme de alimentos, mas não é.
É produção bem familiar mesmo, e o pessoal conta com ajuda dos wwoofers e/ou estagiários. Os donos da Pasture 42 (nome do lugar) são um jovem casal com um filhinho de 2 anos. Mas sempre os avós do garoto estão por lá, pra dar uma mãozinha. Tem o James, que é o "interno", a namorada dele que estava lá de visita e eu. Na Pasture 42 eles tem galinhas e vacas. Eles não produzem nenhum tipo de produto lácteo pra vender, só pra casa mesmo, e vendem o leite cru, claro. E é um leite muito gordo! O teor de gordura é bem elevado - e nota-se isso pela textura e sabor. A gente fez manteiga e iogurte lá, só pra consumo da casa mesmo. E foi simplesmente o melhor iogurte natural que eu já tomei na vida! Claro, o teor de gordura ajudou :)

Ah passei o Natal e o Ano novo com eles, e eles foram muito legais. Fui a um jantar de família no dia 24 e no dia 25, almoço com a outra família. Todo mundo me tratou super bem, vinham fazer pergunta sobre o Brasil e até elogiaram meu inglês hehe... ah e ganhei presentes também...vários!

Ah, esqueci de falar: uma experiência mega americana: Aqui eu dormi num trailer! Tipo aqueles que a gente vê em filme americano. Eu tinha um e o James outro, ambos "estacionados" no quintal da casa.



dentro do trailer